As cortinas são muito mais do que um acessório que impede a entrada de excesso de sol em casa: assim como os tapetes, são itens essenciais na decoração de um espaço! Mas você sabe como usar cortinas na decoração, deixando sua casa ainda mais aconchegante e bonita? 

Além da luminosidade ofuscante, esses acessórios também impedem a entrada do calor da luz solar, que muitas vezes tornam os ambientes desconfortáveis. E mais: cada modelo, dependendo do tecido, do design e das cores, é perfeito para um estilo diferente!

Quer saber mais sobre como usar cortinas na decoração? Acompanhe nosso post e inspire-se! 

Quais são os tipos de cortina? 

Existe uma grande variedade de modelos de cortinas, diferenciadas, a princípio, pelo tipo de tecido e pelo sistema de abertura. 

Voil ou voal 

Tipo de cortina mais comumente utilizada. Como o tecido é fino, o bloqueio da luz é parcial, causando um efeito translúcido, e também funciona para controlar a temperatura de forma moderada. Para uma proteção extra, é utilizada uma camada dupla de tecidos. O manuseio é o mais fácil de todos, pois geralmente são deslizantes em varão ou trilho. 

Duofold 

De uso mais comum em locais nos quais as janelas são mais altas e estreitas, as cortinas duofold permitem recolhimentos no sentido vertical, tanto para cima quanto para baixo. O resultado fica interessante, único e muito prático! 

Rolô 

As cortinas rolô se diferenciam por serem acionadas apenas por tração vertical. É geralmente afixada sobre janelas, em varão, e podem ser tanto em tecidos decorativos mais finos como em outros mais espessos e resistentes, dependendo do local de utilização. 

Blackout 

Normalmente fabricadas em tecidos espessos, servem para bloquear totalmente a entrada de luz do dia no ambiente. Podem ser aplicadas sozinhas, ou em uma camada dupla com cortinas voal — em alguns casos, é necessário varão ou trilho duplicado, para que sejam manuseadas separadamente, e, em outros, são costuradas juntas, formando uma só cortina de dupla camada. 

Painel 

São compostas por painéis de tecido de tamanho modulado, que não recolhem, e manuseadas por deslizamento lateral. Assim como as cortinas rolô, as cortinas de painel podem ser feitas em uma grande variedade de tecidos, desde os mais finos para salas de estar, até os sintéticos e impermeáveis para varandas. 

Romana 

Esse modelo é um dos queridinhos do momento! Tem um formato parecido com persianas, com linhas retas e detalhes de uma simplicidade encantadora. O recolhimento é no sentido vertical, com topo fixo. Fica excelente com tecidos finos em ambientes de estar, assim como em tecido impermeabilizado em cozinhas e espaços gourmet. 

Como escolher entre trilho e varão? 

O varão é o tipo de fixação mais usado. Para que fique harmônico, pode ser de uma tonalidade neutra ou combinar com as cores da cortina em si. Já o trilho é bem mais fino e delicado: dá a impressão de que a cortina flutua. Hoje em dia, trilhos podem ser fixados tanto ​ao teto quanto à parede. 

Para que o acabamento seja ainda mais discreto, é possível usar o cortineiro, que serve para ocultar a fixação do sistema, seja por meio de varão, seja por trilho. Pode ser sobreposto, feito em gesso junto ao forro do ambiente, ou de tecido — nesse caso, faz parte do conjunto da cortina e deve ser composto no mesmo material. 

Existem ainda os cortineiros embutidos, com o forro rebaixado e a cortina fixada acima da linha de visão. Para um charme a mais, é muito interessante compor com iluminação nos cortineiros, de maneira a fornecer iluminação indireta e suave ao espaço e valorizar ainda mais a cortina. 

De que cor deve ser a cortina? 

Para compor com uma grande variedade de estilos decorativos em ambientes sociais e de serviço da casa — sala de estar, espaço gourmet, sala de jantar, cozinha, home office — o ideal é escolher tonalidades neutras, tais como branco, off white, cinza e bege. 

Já nos quartos, por serem locais que devem refletir os gostos pessoais e a personalidade de seus ocupantes, é possível ter maior liberdade criativa: cores marcantes, estampas e riqueza de detalhes. No entanto, é preciso ficar atento aos excessos, uma vez que a cortina deve sempre seguir o estilo decorativo. 

 

Como usar cortinas na decoração de cada ambiente? 

Cada ambiente pode receber um tipo de cortina, de acordo com suas necessidades funcionais, estéticas e com as preferências dos ocupantes. 

Para ambientes sociais, como salas e área gourmet, é importante que a cortina seja, acima de tudo, bem-posicionada. Caso o seu espaço conte com múltiplas aberturas, fica excelente tanto uma cortina só para todas as janelas quanto um par para cada abertura.

As cores neutras possibilitam uma facilidade à renovação do projeto de interiores, já que combinam com praticamente qualquer mobiliário!

Nos quartos, que geralmente têm uma menor quantidade de aberturas, uma cortina dupla, com voal e blackout, é a melhor opção para evitar incômodos pela manhã. 

Se for um quarto pequeno e o layout contar com a cama ou a mesa de estudo sob a janela, um modelo de cortina curta é bem-vindo: a romana ou a rolô, por exemplo, permitem um manuseio mais fácil e dão um aspecto mais clean ao decor. 

Em cozinhas, o uso de cortinas é pouco comum. No entanto, caso sejam necessárias, os modelos rolô, duofold e romana ficam excelentes. Devem ser compostas em tecidos impermeáveis, de modo a otimizar a limpeza e evitar o acúmulo de resíduos de gordura e umidade. 

Qual a altura ideal de uma cortina?

As cortinas podem ocupar apenas o espaço da abertura e dar todo um charme ao espaço. No entanto, uma boa ideia é utilizá-las ocupando todo o pé direito: assim, funcionam como uma forma de alongar visualmente o espaço, além de transmitirem elegância e sofisticação à decoração

Uma questão pessoal dos usuários do espaço é escolher se a cortina se arrasta pelo chão ou não. De maneira geral, os modelos com tecido em excesso costumam sujar mais e tomar espaço da circulação, chegando até a causar tropeços e escorregões. O mais recomendado, para manter a segurança de todos, é que a bainha das cortinas termine cerca de 1 ou 2 cm acima do piso. 

Em locais nos quais não é possível interferir no forro, é importante que o topo da cortina seja afixado a, no mínimo, 20 cm acima do topo da abertura — a mesma medida abaixo do peitoril, para as janelas.

Já nas laterais, ultrapassar a abertura em cerca de 20 cm contribui para um visual harmônico e, no caso das cortinas blackout, para reduzir ainda mais a entrada de luz. 

 

Como calcular uma cortina corretamente? 

Primeiramente, meça a largura da janela ou porta que deseja proteger — suponhamos um valor de 2 m — e multiplique a medida por 2 (2 x 2 = 4). Em seguida, meça a altura do pé direito do ambiente — por exemplo, 2,50 m — e acrescente 0,60 (2,50 + 0,60 = 3,10). Por fim, multiplique os valores: 4 x 3,10 = 12,40 m.  

Esse resultado é a largura total que o tecido deve ter, para, na hora de preguear, a cortina apresentar um visual agradável. 

Vale lembrar que esse cálculo é para tecidos com largura de 1,40 m. Já os tecidos de 3,00 m podem ser utilizados no sentido horizontal, evitando a necessidade de emendas.

É importante acrescentar também que procurar um profissional especializado em design de interiores é fundamental para elaborar um bom projeto e, dessa forma, atingir o melhor resultado possível.

Agora que você já sabe como usar cortinas na decoração, descubra 9 erros de decoração para não cometer em casa e deixe seu espaço como sempre sonhou!